O baile de máscaras da vida

Escrito por Guto Angélico. Publicado em Destaques do Site, Destaques do Tricotados, Papocabeça

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O baile de máscaras da vida

Publicado em 18 de março de 2012 com Nenhum Comentário

Navegando pelo Facebook me deparei com algo que me fez pensar. Sim, além de aplicativos e recentemente uma invasão de vírus, encontra-se coisas interessantes.

Acho engraçado quando falam sobre a orkutização do facebook e que isso é devido a inclusão digital e a nova geração.

O baile de máscaras da vidaTodos temos uma parte de culpa e tudo isso é expressão da nossa sociedade, hoje. Não podemos deixar tudo em cima dos caçulas. A minha geração, a dos nascidos no fim dos anos 80 e início dos 90 é a geração que reclama e de tanto questionarmos, a nova é a geração que faz. Não importa se é certo ou errado o garoto beijar o namorado na rua, eles fazem. E a seguinte terá ainda mais personalidade, porque nossas atitudes acabam moldando a próxima geração.

O baile de máscaras da vidaVoltando ao início de tudo, achei a seguinte frase: ”Nunca somos nós mesmos quando há platéia” . Não sei quem é o autor, mas sabiamente questionou algo fantástico. Nos moldamos de tal jeito que deixamos de ser nós mesmos e não adianta dizer que você é você mesmo 24 horas por dia, porque está mentindo. As situações nos obrigam a atuar e sobretudo ceder. E isso nada mais é que aceitação. Buscamos ser aceitos desde sempre.

O conceito de viver em comunidade nos é passado desde a infância. E nessa coletividade, nossa individualidade é deixada de lado. Mostramos ao outro o que queremos que eles vejam, não necessariamente o que somos. Ou você expõe seus erros e defeitos? Lógico que não! Nosso ego nos impulsiona a mostrar o melhor ou o lado apresentável.

O baile de máscaras da vidaE isso é errado? Não! Como se diz no Direito: “Ninguém é obrigado a produzir provas para se incriminar”. A partir disso, criamos diariamente máscaras para encarar situações e sobreviver a elas. Para o carteiro, usamos uma, para o marido, outra e assim segue seu dia. Mas à noite, quando chegamos em casa e fazemos um balanço de tudo, sabemos exatamente quem somos e do que somos capazes.

Um exemplo nítido é o BBB. Antes que os intelectuais me critiquem, assisto e não tenho vergonha disso. Muito pelo contrário, é ótimo para fazer análises comportamentais. Nele as máscaras imperceptíveis ficam muito claras e vemos o quanto as pessoas são julgadas por seus defeitos. “É um absurdo uma mulher beijar 3 homens!” dizia uma senhora se referindo à participante Renata, a mesma senhora que engravidou aos 15 anos e casou, a mesma senhora cuja neta beija vários em uma única noite na boate. Por isso se faz necessário o uso da máscara. Se ela cair, talvez seja a hora de se desfazer e usar um novo modelo.

O baile de máscaras da vida

Eu não sou sempre feliz. Meu humor varia do topo da futilidade ao ápice da intelectualidade em segundos e nem sempre sou forte.

Use máscaras quando necessário, mas não seja escravo delas e não deixe que elas digam quem você deve ser. Seja quem você quer ser! Fabricado ou natural, cabe a você e não aos outros decidir o que mostrar. Não tenha medo de usá-las! E acima de tudo, divirta-se bastante nesse baile de máscaras chamado vida.

Quanto às minhas máscaras, as guardo num grande baú, pois nunca se sabe quando é hora de repeti-las.

Tricotei!

Guto Angélico

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